segunda-feira, 3 de junho de 2013

Palavras mais fortes que o silêncio



Se ao menos pudermos salvar um verso nestes tempos de fim de festa.

Se pudermos nos desviar da rota assassina de certas “palavras balas” ( não nos esqueçamos nunca de evitar as palavras que nos atingem à queima-roupa) e usar algumas “palavras salva-vidas” como só os melhores poemas sabem fazer (não nos esqueçamos nunca de tomar, diariamente, a dose certa de palavras que nos impeçam de nos matar).

Se exigirmos das palavras sentidos suficientes para nos dizer amor como quem cheira, lambe, como quem se toca com a mão que acaricia e usa de todos os sentidos e com eles abraça o mundo poderemos pronunciar mais facilmente palavras para as usar mais tarde, quando mais precisarmos como agora por exemplo…

(Vou guardar algumas dessa palavras salvíficas dentro de uma garrafa de vidro e colar por fora este dizer” “quebrar em caso de emergência”.)

A palavra não precisa de ser lida entre linhas, textos, subtextos, pretextos para magoar. A palavra procura a distância da página ou da tua boca para voar e dizer aquilo que sem ambiguidade diz.

Queremos palavras mais fortes que o silêncio.
Que sejam de uma clareza concisa e sem ressentimento
Que dancem musicais
Proferidas por ti que me lês
Na liberdade do lume do teu hálito quente...


Porque somos mais, muito mais do que aquilo que nos tiram e nos querem fazer crer



 
 

 

"Words are Violence..."

O que falo nunca é o que quero dizer, como reproduzir em palavras o gosto do teu toque?...Somos sensações mal cicatrizadas e como dizer um coração batendo?... Somos criadores de nos próprios mas debatemo-nos adiando-nos, andamos na escuridão a procura de nos próprios, as vezes aos encontrões alheios uns aos outros, enredados em servidões quotidianas, há quem lhes chame ganhar a vida, eu chamo gastá-la, desperdiçá-la e qualquer coisa de grandioso aguarda dentro de nos e essa coisa que não sai ca para fora e que não fazemos é que por vezes nos dói...

http://www.youtube.com/watch?v=aGSKrC7dGcY

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Donos de Portugal from Donos de Portugal on Vimeo.

eles são há 100 anos os donos dos escravos que os sustentam que somos nós...Dinastia à portuguesa ou o discreto fedor da burguesia

sábado, 10 de dezembro de 2011

Sorrow, High Violet



i'm back with my usual darkness :)

sábado, 8 de janeiro de 2011

O chão que pisas sou eu, o nosso amor morreu quem o matou fui eu.

O sol crepuscular das coisas
Os dias em que me adiei
Casa a queimar ausências
Daquilo que se podia ter sido
O amor que partiu afinal para ficar
No sítio onde o deixei
Onde a luz vacila
Fomos
Casa ocupada
A queimar ausências
Prefiro a casa a mim
Já o disse
Não finjo que presto

E o que foi o que guardámos
Daquilo que fizemos de nós?...

"A VISITA ÀS RUÍNAS QUE DEIXASTE EM MIM! O nosso amor morreu e QUEM O MATOU FUI EU"


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sky And Sand



in the nighttime
when the world is at it's rest
you will find me
in the place I know the best
dancin', shoutin'
flyin' to the moon
(you) don't have to worry
'cause I'll be come back soon

and we build up castles
in the sky and in the sand
design our own world
ain't nobody understand
I found myself alive
in the palm of your hand
as long as we are flyin'
All this world ain't got no end

In the daytime
you wil find me by your side
tryin' to do my best
and tryin' to make things right
when it all turns wrong
there's no fault but mine
but it won't hit hard
'cause you let me shine

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Horizonte Imediato

"Todos os dias me apoio em qualquer coisa, ando, como, esqueço e desaprendo...alguma coisa nua, grave surge, ao lado passa...eu não sou este desejo que às vezes arde alto sobre o chão..."

António Ramos Rosa