sábado, 11 de julho de 2009
like a candle in the wind...
Atrás dum ícone, duma figura ke foi tão ridicularizada enkuanto viva (plos vistos plos mesmos ke agora a incensam) estava um homem ainda criança que nunca o chegou a ser verdadeiramente, cheio de fragilidades, medos, e acima de tudo vontade de ser amado como kualker um de nós...no matter what
agora que o homem morreu (de solidão?...)parece ke o mito acaba de nascer e muita gente vai lucrar com isso; há certos homens que mortos valem mais do que vivos...sad but true :(
R.I.P Michael
quinta-feira, 2 de julho de 2009
MONÓLOGO
Um homem entra, senta-se e começa a falar
A “Loucura da normalidade” foi uma frase que algures li ou alguém me disse…não sei…mas de facto faz todo o sentido, se pensarmos bem, nada disto faz sentido não acha? (sorriso triste) A insanidade crónica da normalidade (pausa) somos todos robots com botões para acender e apagar, somos o saldo da nossa conta bancária, somos aquilo que consumimos, que nos consome, não somos nada… (e virando-se para a interlocutora) já reparou que temos horas para tudo e para nada?! Horas para acordar, horas para dormir, horas para comer, para trabalhar, horas para foder e muitas, muitas horas para nos adiar…( mostrando-se algo agitado) às vezes apetecia-me arrumar estas horas todas que nos fazem tanto mal com um murro certeiro na barriga dos dias!...E no entanto no entretanto destas horas todas desperdiçadas algo fica por fazer (pausa) esse algo somos nós às avessas à procura de qualquer coisa que nos justifique as horas a mais e os passos a menos que demos ao encontro de nós mesmos (nova pausa) ou serei só eu a sentir-me assim...incompleto?...Não no fundo, acho que nem é bem isso, é mais…acho que o que toda a gente quer- e eu incluído- é ter alguém que nos passe a mão pela cabeça e nos diga “tem calma rapaz tá tudo bem” mas está?... Está mesmo tudo bem?...(dirigindo-se à interlocutora invisível) Se tu perguntares isso a alguém- posso tratá-la por tu não posso?- Obrigado…Se se perguntar isso a alguém, está-se só a ser educado ou quer-se de facto uma resposta sincera, do tipo “ não, não estou nada bem, aliás estou cada vez pior e mais confuso” hey who cares né? (pausa) na verdade ninguém gosta de ouvir os problemas dos outros, por isso é que se paga a psicólogos e psiquiatras para o fazerem, por isso aqui estou a gastar balúrdios consigo, oh desculpe, acaso estarei a ser desagradável …? sabe no fundo eu não preciso dum médico, eu não estou doente, eu preciso é dum amigo que me oiça, um que não me cobre mais por isso, mas suponho que isso já seria pedir demais não acha? Desconfio que amigos desses já não se fabricam, o stock acabou-se (riso forçado) E a relação psicólogo/ paciente é algo clínico, formal, não é uma relação de amizade, pois não doutora?.. não seria …ético... Como? Quer que eu lhe fale de quando era puto? Se tinha amigos? Sim até tinha bastantes amigos e partilhávamos as alegrias e tristezas próprias da idade, que também as temos quando somos crianças. Lembro-me perfeitamente de 2 deles, os meus melhores amigos na altura, enfim nunca mais soube nada deles, sabe como é cada um segue o seu caminho… éramos eu, o Nuno e o…Zé Gordo…Ah o Zé era tão gordo coitado (e sorri) e nós dizíamos coisas do género “ anda cá Zé Gordo, ai o raio do badochas, pote de banhas” quando estávamos mais chateados com ele ou mesmo quando não estávamos, era só para implicar, porque podíamos, porque queríamos, porque era giro irritá-lo…enfim… era quase o equivalente ao que hoje em dia se chama de “bullying”, só que nós não sabíamos nada disso, (e sorri novamente) deve ser porque na altura não falávamos lá muito bem inglês, mas repare que não lhe dávamos porrada nem nada disso, gozávamos só um bocadinho com ele e além disso não admitíamos que mais ninguém fora do nosso pequeno circulo de amizade o fizesse senão nós, aliás era pancada na certa se tratavam mal o nosso amigo, nem chamar pote de banhas podiam…enfim, suponho que não era por maldade que se diziam essas coisas, mas lá que custava ouvir isso custava…quer dizer devia custar ao Zé…(pausa suspirando) Ah mas quem é que eu quero enganar, doutora, crescer foi horrível! Foi não, ainda o é, porque nós nunca crescemos só envelhecemos… ser-se crescido é e sempre será aguentarmo-nos á bronca do dia a dia, sem fazer muitas perguntas e ir pagando as contas a tempo e horas, não é nada de muito mais profundo do que isso (risos) por isso é que a páginas tantas nós começamos a ceder sob pressão, deve ser porque ainda não somos suficientemente crescidos para aguentarmos tudo isto como uns homenzinhos…porque crescer é uma violência…somos logo catalogados em tudo o que dizemos, sentimos ou fazemos, na escola ainda é pior do que com os “amigos”, lá somos aquela frase, aquela alcunha, ou aquele excesso de peso que nos caracteriza ( e respirando profundamente) sim é verdade, já deve ter adivinhado, eu é que era o Zé Gordo, já começa a compreender melhor as coisas não?...Talvez?...Pois isto não explica tudo claro…mas quase tudo não? (risos)…E na adolescência então…ah Drªnão basta todas as sensações contraditórias, as hormonas a fazer das suas, a voz que muda ora estridente ora grave, os sonhos molhados e os embaraços das manchas nos lençóis e pijama, todas as crises existenciais que nos torturam, o mundo que conspira contra nós, não basta ter de lidar com tudo isso ainda temos de suportar essa despromoção em forma de rótulo que nos colam na testa…e de repente deixamos de ter uma identidade própria, que tão desesperadamente procuramos, e de a poder exprimir em paz, para sermos uma caricatura ambulante daquilo que os outros acham que nós somos…apenas um estúpido saco gordo, cheio de hormonas inquietas… e toda a nossa energia, toda a nossa maneira de ser é considerada coisa própria da idade, que passa com a idade..com a idade parece que tudo passa, passa o entusiasmo de viver, passam os sonhos, passa a intensidade com que se vive a vida quando não se é crescido, até a gordura passa (risos) sim há muito tempo que ninguém me chama de badochas ou pote de banhas…entretanto é claro que adquiri outras alcunhas, não ditas á minha frente, evidentemente! Quais? Isso agora vai ter de perguntar a quem as diz, mas desconfio que neurótico seja uma delas (pausa)…estou à espera que a doutora me confirme a veracidade desta (sorri)
Ah mas mesmo sem crescermos é uma questão de tempo até nos transformarmos em adultos, ate nos “cortarem as asitas”, não dum golpe só não, mas pouco a pouco, como um veneno que se vai entranhando e é administrado desde o início da escolaridade, porque é na escola que se aprende não a ler e a contar, porque isso podia-se fazer em casa e em menos de metade do tempo, mas a agir como um adulto, ou seja a obedecer, a aceitar ordens sem questionar a ordem inalienável das coisas, a aprender o nosso lugar na sociedade, a aprender a não sonhar em demasia, a não questionar, a aguentar o peso das regras do jogo que nos esmaga…(pausa) Na escola entra-se criança gorda em estado de liberdade pura e sai-se um adulto vitaminado, magro, formatado, normalizado e sem nada na cabeça…eles só descansam quando nos parecemos com eles. Eles controlam tudo, o amor, os filhos, as amizades, as viagens, tudo controlado em directo e ao vivo através das mensagens subliminares, na TV, no cinema, nos anúncios a detergentes, em todos os” mass media” há um estilo de vida a seguir, a copiar, uma ordem mundial a obedecer. Não podes pensar o porquê de uma vida inteira a crédito para consumires aquilo que te consome, não precisas de pensar nisso eles já o fizeram por ti…e ao fim do dia ninguém te livra do vazio que é não saberes afinal quem tu és…E quem são eles? Eles são os gajos que mandam, os que controlam as regras do jogo, os que estão no topo da pirâmide, eles não são como nós…no fundo inadaptados a esta realidade virtual, não somos como eles, ou pelo menos Eu Não Sou como eles “normal”, mas também não sou o que eles acham de mim do alto das suas certezas inabaláveis…nem tão-pouco sou o que penso de mim…Quem sou eu afinal Doutora?...Ah já sei o que sou: “Sou qualquer coisa de intermédio, pilar da ponte do tédio que vai de nada para coisa nenhuma”…Conhece Drª? Não?...é verdade receio que além de ser neurótico e ligeiramente psicótico eu goste de poesia…como sabe um mal nunca vem só (sorri) É do Mário de Sá Carneiro…não não é o político, o gajo que caiu do avião, este também caiu mais foi doutra maneira…(é interrompido e tem um ligeiro sobressalto) Mas já está na minha hora Dra.? Bem, já estava perdido nas minhas divagações que nem dei pelo tempo passar, obrigado na mesma por me ouvir e até para a próxima sessão, de hoje a 8 à mesma hora, certo?.. então adeus Drª.…
domingo, 21 de junho de 2009
CocoRosie - Hairnet Paradise
palavras.musica. tocam-me.
como este sol de fim de tarde a lamber-me a pele ao de leve...
kero anikilar akelas palavras veneno, ke destilam ódio e ignorância, ke keimam por dentro td o k é bom e simples e tomar só as ke acrescentam poesia à vida. sempre.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Queixa das almas jovens censuradas

Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola
Dão-nos um mapa imaginário
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade
Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
sem pecado e sem inocência
Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro
Penteiam-nos os crâneos ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
connosco quando estamos sós
Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo
Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro
Dão-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
dão-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco
Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura
Dão-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar já o enterro
do nosso corpo mais adiante
Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
que espeta os cornos no destino
Dão-nos marujos de papelão
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte
Natália Correia, in "O Nosso Amargo Cancioneiro"
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Say Fuck You to all the bigots :)
"Look inside, look inside your tiny mind
Then look a bit harder
'Cause we're so uninspired, so sick and tired
Of all the hatred you harbor
So you say it's not okay to be gay
Well, I think you're just evil
You're just some racist who can't tie my laces
Your point of view is medieval
Fuck you, fuck you very, very much
'Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch
Fuck you, fuck you very, very much
'Cause your words don't translate
And it's getting quite late
So please don't stay in touch
Do you get, do you get a little kick
Out of being small minded?
You want to be like your father
It's approval you're after
Well, that's not how you find it
Do you, do you really enjoy
Living a life that's so hateful?
'Cause there's a hole where your soul should be
You're losing control a bit
And it's really distasteful
Fuck you, fuck you very, very much
'Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch
Fuck you, fuck you very, very much
'Cause your words don't translate
And it's getting quite late
So please don't stay in touch
Fuck you, fuck you, fuck you
Fuck you, fuck you, fuck you
Fuck you
You say you think we need to go to war
Well, you're already in one
'Cause it's people like you that need to get slew
No one wants your opinion
Fuck you, fuck you very, very much
'Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch
Fuck you, fuck you very, very much
'Cause your words don't translate
And it's getting quite late
So please don't stay in touch
Fuck you, fuck you, fuck you
Fuck you, fuck you, fuck you"
Fuck You by Lily Allen
P.S: i really dont get homophobia...live and let live!
domingo, 7 de junho de 2009
A Europa numa outra galáxia longe d si...
Encarar as eleições europeias como uma espécie de primárias das legislativas portuguesas como fazem os políticos trauliteiros tugas é o reflexo de uma total ignorância sobre o k esta campanha deveria ter sido: um debate d ideias sobre a União Europeia e suas instituições e de como servir melhor os interesses de Portugal; kuando se sabe k muita da legislação interna de cada país está cada vez mais condicionada ao parlamento europeu, faria todo o sentido essa reflexão mas parece k é mt mais importante andarem à pedrada uns aos outros, a ver kem tem mais telhados d vidro ( como se restasse algum telhado intacto entre BPN´s e Freeportes) do k esclarecer o eleitorado sobre o k raio afinal é isto das eleições europeias...pk toda a campanha foi condicionada por uma total falta de pedagogia e elevação no debate político é mais k natural k a abstenção vença, não é um virar de costas às kestões europeias, é um virar de costas aos políticos d retrete ( ou seja d ***erda) e à total falta de conteúdos (válidos) apresentados. É pena pk estas eleições poderiam ter servido perfeitamente para as pessoas reflectirem sobre a importância da Europa e sobre o k é k faz um luso-deputado no parlamento europeu além d ganhar 7665€/ mês...mas a Europa civilizada parece estar cada vez mais distante dos terrákios tugas...

mas k escolha afinal?! Kuando n há escolha possível o ppl escolhe n escolher...

mas k escolha afinal?! Kuando n há escolha possível o ppl escolhe n escolher...
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Falta...kuase tudo
"Os humanos andam a afogar-se em informação e morrem de sede de sabedoria, os humanos andam sempre zangados, ansiosos, apressados. Eles não sabem mas precisam de um conceito novo, ou consciência ou unidade de conhecimento, conseguido através dum entendimento profundo dos saberes disponíveis. Falta-lhes uma espécie de Renascimento, depois da fragmentação pós-moderna da hiper-especialização do séc XX. Falta alegria, falta Arte feita por todos, não basta consumir há que criar mais beleza e falta acabar com o sistema financeiro/bancário, a escravatura em torno do dinheiro/remuneração/prisão; considero que caminhar para a perfeição do auto/heteroconhecimento deveria ser suficiente como sentido de realização e a tecnologia existente deveria libertar as pessoas e não aprisiona-las ainda mais..."
dissertação dum alien
dissertação dum alien
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