"Já não quero dicionários
consultados em vão.
Quero só a palavra
que nunca estará neles
nem se pode inventar.
Que resumiria o mundo
e o substituiria.
Mais sol do que o sol,
dentro da qual vivêssemos
todos em comunhão,
mudos,
saboreando-a."
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
sábado, 13 de dezembro de 2008
is there so much hate for the ones we love?
It doesn't hurt me.
You want to feel, how it feels?
You want to know, know that it doesn't hurt me?
You want to hear about the deal I'm making.
You, (If I only could, be running up that hill)
You and me (If I only could, be running up that hill)
And if I only could,
Make a deal with God,
Get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
Be running up that building.
If I only could
You don't want to hurt me,
But see how deep the bullet lies.
Unaware that I'm tearing you asunder.
There's a thunder in our hearts, baby
So much hate for the ones we love?
Tell me, we both matter, don't we?
You, (If I only could, be running up that hill)
You and me (If I only could, be running up that hill)
You and me, won't be unhappy
And if I only could,
Make a deal with God,
And get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
Be running up that building.
If I only could
Come on, baby, come on, come on, darling,
Let me steal this moment from you now.
Come on angel, come on, come on, darling,
Let's exchange the experience
And if I only could,
Make a deal with God,
And get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
With no problems.
And if I only could,
Make a deal with God,
And I'd get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
With no problems.
If I only could, be running up that hill
If I only could, be running up that hill
If I only could, be running up that hill
If I only could, be running up that hill
If I only could, be running up that hill
If I only could, be running up that hill
If I only could, be running up that hill
Kate Bush - Running up that Hill
Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais.

“[...] Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais.
Até pouco depois dos treze anos, por exemplo, eu estava em atraso quanto ao que os americanos chamam de fatos da vida. Essa expressão se refere à relação profunda de amor entre um homem e uma mulher, da qual nascem os filhos. [...] Depois, com o decorrer do tempo, em vez de me sentir escandalizada pelo modo como uma mulher e um homem se unem, passei a achar esse modo de uma grande perfeição. E também de grande delicadeza. Já então eu me transformara numa mocinha (...) pensativa, rebelde, tudo misturado a bastante "selvageria" e muita timidez.
Antes de me reconciliar com o processo da vida, no entanto, sofri muito, o que poderia ter sido evitado se um adulto responsável se tivesse encarregado de me contar como era o amor. [...] Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério continuou intacto. Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza. E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino.
Pois juro que a vida é bonita.”
clarice lispector
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
a falta k me fazes...
É o teu rosto que me protege do vazio
ele traz a luz primordial de todas as coisas vivas
que se debatem no mundo a fugir da morte
Espero-te violentamente
Evito visitar-me quando tu não estás
Porque há um mundo de precipícios em queda dentro de mim
em que não me convém demorar
(E a noite é uma longa espera quando tu não estás)
Enquanto espero passo a noite a escrever-te
Encho paginas inteiras de ti
(o sabor da tua pele)
O desejo vai-me movendo as sílabas de uma palavra para outra
Tu és o seu corpo em cada sílaba que profiro
trago-te obsessiva
na respiração das coisas
desde que acordo
até me que me deixo vencer pelo cansaço
e adormeço só para te reencontrar
outra vez nos meus sonhos
(diz-me para onde vais tu quando não estás comigo?...)
Olha,repara, é um fio do teu cabelo no meu pente
encontrei-te nas coisas da casa
nos talheres
nos copos
nos cremes que me esqueço de usar
nos livros que desarrumo e não leio
Nos teus cd’s favoritos
Que não me canso de ouvir
na maneira como compões o meu minúsculo espaço
grande quando tu entras nele e o tornas teu
e...
em tudo o que ficou
em tudo o que será
naquilo que não sei nomear
(sim é o medo)
No que não traz sentido
E onde nos revejo
com toda a clareza
Mas trago-te também na alegria das flores
no cheiro do café da manhã
no sabor do pão quente com manteiga
no jornal matutino aberto sobre a mesa
Tudo me fala de ti
Tudo tem sabor a ti...
Continuo à espera
Quero impossíveis
Não sei ser doutro modo...
Vais ter de te conformar à ideia
De que sou lamentavelmente lírica e incompetente
nisto das relações pessoais e já agora em tudo o resto também
já te tinha dito que comigo não vais a lado nenhum, não tinha?...
...Mas eu sou tudo quanto tenho para te oferecer...
E Tu és um mau habito que se entranhou na pele
Sim eu gostava de poder regressar ao sitio onde te encontrei
Onde me revelei
E poder virar-te as costas
Ou matar-te ali mesmo
de esquecimento
E prosseguir incólume
Alheia a ti
E ao teu feitiço
E nunca mais magoar-te também...
Entretanto espero pela madrugada chegar
Escrevo-te pela noite fora
(é melhor enfrentar as horas assim, acredita)
Pressinto-te até nos estalidos
daquilo que é diário e quotidiano
e que me contraria até à exaustão
E que só não me enlouquece de fúria
Porque existes tu e a tua ternura
do outro lado das coisas
a apaziguar
no fundo impronunciável de todas as coisas
existes tu
Vejo-te partir e voltar
Onde antes era eu a fazer isso...
mas tu trocaste-me as voltas
E este meu oficio de viver
É-me cada vez mais difícil de levar…
Partes e estás
em tudo o que me rodeia
Voltas e sabes-me a pouco...
Mas amanhã
Quando voltares
Serei o teu bichinho de estimação
Enroscar-me-ei no mais fundo de ti
Só para me anular
Resolverei assim todas as minhas psicoses?...
ele traz a luz primordial de todas as coisas vivas
que se debatem no mundo a fugir da morte
Espero-te violentamente
Evito visitar-me quando tu não estás
Porque há um mundo de precipícios em queda dentro de mim
em que não me convém demorar
(E a noite é uma longa espera quando tu não estás)
Enquanto espero passo a noite a escrever-te
Encho paginas inteiras de ti
(o sabor da tua pele)
O desejo vai-me movendo as sílabas de uma palavra para outra
Tu és o seu corpo em cada sílaba que profiro
trago-te obsessiva
na respiração das coisas
desde que acordo
até me que me deixo vencer pelo cansaço
e adormeço só para te reencontrar
outra vez nos meus sonhos
(diz-me para onde vais tu quando não estás comigo?...)
Olha,repara, é um fio do teu cabelo no meu pente
encontrei-te nas coisas da casa
nos talheres
nos copos
nos cremes que me esqueço de usar
nos livros que desarrumo e não leio
Nos teus cd’s favoritos
Que não me canso de ouvir
na maneira como compões o meu minúsculo espaço
grande quando tu entras nele e o tornas teu
e...
em tudo o que ficou
em tudo o que será
naquilo que não sei nomear
(sim é o medo)
No que não traz sentido
E onde nos revejo
com toda a clareza
Mas trago-te também na alegria das flores
no cheiro do café da manhã
no sabor do pão quente com manteiga
no jornal matutino aberto sobre a mesa
Tudo me fala de ti
Tudo tem sabor a ti...
Continuo à espera
Quero impossíveis
Não sei ser doutro modo...
Vais ter de te conformar à ideia
De que sou lamentavelmente lírica e incompetente
nisto das relações pessoais e já agora em tudo o resto também
já te tinha dito que comigo não vais a lado nenhum, não tinha?...
...Mas eu sou tudo quanto tenho para te oferecer...
E Tu és um mau habito que se entranhou na pele
Sim eu gostava de poder regressar ao sitio onde te encontrei
Onde me revelei
E poder virar-te as costas
Ou matar-te ali mesmo
de esquecimento
E prosseguir incólume
Alheia a ti
E ao teu feitiço
E nunca mais magoar-te também...
Entretanto espero pela madrugada chegar
Escrevo-te pela noite fora
(é melhor enfrentar as horas assim, acredita)
Pressinto-te até nos estalidos
daquilo que é diário e quotidiano
e que me contraria até à exaustão
E que só não me enlouquece de fúria
Porque existes tu e a tua ternura
do outro lado das coisas
a apaziguar
no fundo impronunciável de todas as coisas
existes tu
Vejo-te partir e voltar
Onde antes era eu a fazer isso...
mas tu trocaste-me as voltas
E este meu oficio de viver
É-me cada vez mais difícil de levar…
Partes e estás
em tudo o que me rodeia
Voltas e sabes-me a pouco...
Mas amanhã
Quando voltares
Serei o teu bichinho de estimação
Enroscar-me-ei no mais fundo de ti
Só para me anular
Resolverei assim todas as minhas psicoses?...
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
fuck you i miss U so dam much
so can you come here NOW and pick me up and make sense of what i am cause alone i break...even though my posts seems to say otherwise
Oh, if you're coming down to rescue me Now would be perfect
"Shadowman"
Any time tomorrow I will lie and say I'm fine
I'll say yes when I mean no
And any time tomorrow
The sun will cease to shine
There's a shadowman who told me so
Any time tomorrow the rain will play a part
Of a play I used to know
Like no other
Used to know it all by heart
But a shadowman inside has let it go
Oh no, let go of my hand
Oh no, not now I'm down, my friend
You came to me anew
Or was it me who came to you
Shadowman
Any time tomorrow a part of me will die
And a new one will be born
Any time tomorrow
I'll get sick of asking why
Sick of all the darkness I have worn
Any time tomorrow
I will try to do what's right
Making sense of all I can
Any time tomorrow
I'll pretend to see the light
I just might
Shadowman
Oh here's the sun again
Isn't it appealing to recline
Get blinded and to go into the light again
Doesn't it make you sad
To see so much love denied
See nothing but a shadowman inside
[Chorus]
Oh, if you're coming down to rescue me
Now would be perfect
Please, if you're coming down to rescue me
Now would be perfect
K'S CHOICE
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
arrogant little prick
Sim eu sei sou contraditória nas minhas paixões
e as minhas certezas são bem poucas (quase nenhumas)
mas creio que não há nada mais afastado da verdade
do que um individuo cheio de si e de convicções
Só sei que não faço o mínimo sentido
e ainda bem :)
e as minhas certezas são bem poucas (quase nenhumas)
mas creio que não há nada mais afastado da verdade
do que um individuo cheio de si e de convicções
Só sei que não faço o mínimo sentido
e ainda bem :)
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