sexta-feira, 19 de agosto de 2016

livres dentro de prisões

Marx quis mudar o mundo, Baudelaire quis mudar a vida. as duas coisas não são assim tão diferentes pois n?...e eu só queria o que toda a gente quer...um lugar para onde ir quando a tempestade rebenta. mas esse lugar não existe. julguei encontra-lo na poesia. mas a poesia não me paga as contas. a poesia não poe comida na mesa, mas é a unica coisa que me faz sorrir. e imagino que assim não sou completamente escrava. suponho que ninguém o é enquanto tiver a sua própria voz. minto claro. a mentira acompanha sempre o medo. creio que não passamos de macacos demasiados ansiosos, com medo muito medo e por isso inventámos as religiões e o dinheiro para nos escravizar. saberíamos ser de facto livres? melhor brincar à liberdade dentro destas nossas prisões quotidianas com direito a folgas e dias de descanso.

falta fome. fome de poesia. de asas. de poesia nestes dias de prosa árida e sem ter onde ir grito ctg ó musa antiga minha querida Natália: "óh subalimentados do sonho a poesia é para se comer".

Thoughts from above hit the people down below People in this world, we have no place to go