sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Magnified Love

"I'm done for
I give up
Surrender my physical mood
You make me walk blindly
Right out of my comforthood

You stroke me
You strike me
As someone who is in control
You eat me
You feed me
You nourish my hungry soul,
Hungry soul

Oh my, oh my, oh my magnified love

You push me
You shove me
You move me every minute
You move me
You shove me
You move every cell in my body
In my body

You own me
Physically
Possessing me spiritually

Oh my, oh my, oh my magnified love" Gus Gus


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Soon this space will be too small...

"When we are conceived, we appear in our mother’s womb like a little tiny light, suspended in the immense space. And there is no sound – it’s completely dark and time doesn’t seem to exist. It’s like an ocean of darkness.
Then, we grow. And we keep growing and growing and as we grow, slowly we begin to feel things, touch things. We touch the walls of our world that we’re living in. Then we begin to hear sounds and feel shocks that come to us from outside.
As we get bigger & bigger, the distance between ourselves and that outside world becomes smaller and smaller. And…this world that we are inside which seems so huge in the beginning and so infinitely welcoming has becoming very uncomfortable. We are obliged to be born.
Birth is so chaotic and violent that at the moment of our births, we’re all thinking, “This is it – this is death. This is the end of my life.” Then we’re born and it’s a huge surprise because it’s just the beginning. In the beginning we’re very small – the world seems infinitely big. Time seems infinitely long. And we keep on growing, learning how to use our senses, how to touch the contours of the world that we’re in.
Sometimes, mixed in with the sounds and sensations of this world we live in, we hear sounds and feel shocks that come from yet another world. And that other world follows us our whole lives long. As if – something is happening, just on the other side of a very, very thin wall separating us from that other world, much like the womb. But we can forget about it for a long time – sometimes our whole lives – until all of a sudden it comes again.
At the end of our lives, we’re obliged to die. At that point, then, we think we’re really smart. And we think, “This time. I know for sure that this is death. That this is the end. Everybody knows that.” That’s not the end, though…it’s just…the beginning of something else." Lhasa de Sela

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Deep inside...




"When You opened my heart I was thrown
Deep into the Milky Way
The adrenaline rush that I got from the crush blew me away
Opened doors, opened wide, deep inside
You rose in a certain way
I could feel how You grew and I knew
You would steal my heart away

Deep inside, deep inside
Why did you just steal my heart and go
Deep inside, deep and tight
My teeth are sore on your front door
I'm dry, i'm dry, i'm dry, i'm dry
Deep inside the Milky Way

Now I'm pushed and i'm pulled
I feel flushed
I'm completely out of place
And the blood that was boiling with lust
Now is frozen in my veins
I am stuck in a rut with the thought
When my life was swept away
How cathartic when my heart exploded
Inside the Milky Way

Deep inside, deep inside
Why did You just steal my heart and go
Deep inside, deep and tight
My teeth are sore on your front door
I'm dry, I'm dry, I'm dry, I'm dry
Deep inside the Milky Way"
and the funny silly alien gets tired of wanting it all so damn much, didn't you already realized you're in earth? go away stupid creature or get used to it...


Get lost you make me sick...

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O espirito nao se manifesta no vazio, eu quero a carne que o espírito tem. Jesus foi cruxificado, castigar a carne para punir o espírito não é essa a lógica judaico-cristã?...mas eu não te quero punir, isso é o que a vida está encarregue de nos fazer a todos, eu quero glorificar-te, enquanto por aqui andar através do corpo vou encontrar o nosso lado divino e que dura o estrito tempo de uma vida, ridiculamente finita, banal, vou dar sentido ao nosso quotidiano nada, reconhecer a transcendência que há em nós, por isso mostra-me as entranhas da tua alma por favor. Seremos excessivos mas nunca insuficientes...



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Writing

                                               
"Writing                                                  
often it is the only
thing
between you and                                           
impossibility.
no drink,                                                                                        
no woman's love,
no wealth
can
match it.
nothing can save
you
except
writing.
it keeps the walls
from
failing.
the hordes from
closing in.
it blasts the
darkness.
writing is the
ultimate
psychiatrist,
the kindliest
god of all the
gods.
writing stalks
death.
it knows no
quit.
and writing
laughs
at itself,                                                 
at pain.
it is the last
expectation,
the last
explanation.
that's
what it
is."
 
 by Charles Bukowski

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

"so bright the flames in our hearts"


O amor é prepararmo-nos para o pior, para a despedida e ainda assim insistir na fusão das vidas, dos corpos ou daquela substancia imprecisa, sacana, chamada de alma, o amor dói plo lado do fim que se anuncia de cada vez que nos tocamos, porque sabemos que vamos acabar mais adiante. É inevitável que assim seja, no amor, não há parto sem dor, principio sem o lado do fim, encontro sem perda, prazer sem dor. Amar é lutar contra a morte e é também a própria morte. Mas nem por isso deixamos de morrer nos braços uns dos outros, de nos adentrar nos abismos que escavamos. Somos mais vivos do que nunca quando inteiros ali no momento coincidentes, corpo e alma, um dentro do outro, na con( fusão ) das   pernas, braços, sexos, bocas, até não sabermos mais onde começa um e acaba o outro, somos incêndios a  lavrar pela pele e damo-nos a beber em suor, tocamo-nos, trocamo-nos e ali no momento do prazer condensamos num único espasmo todo o universo.
 
 
 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

We are constantly searching for experiences, people who can feel us, but i can only take one breath at a time, i cant breathe for you or heal me for you, however i can heal ouserlves in silence, each breath a new beginning for us, right here, no resentment, no judgment, no pursuing, no chasing away, just this breath and how i carry myself, moment by moment, without our stories and emotions that i find out so difficult to deal, our sad story so limited, inacurate...i'm sure you're fine right now somehow, somewhere, and whoever you may be with, i hope you'll find peace...

SO DO YOU THINK POEMS ARE ABOUT YOU? YES THEY ARE, THE BEST ONES ARE…


Do que é que tu achas que os poemas são feitos? Os poemas são feitos de luz e sombra, prazer e dor e todas essas contradições que definem a nossa incomunicabilidade toda. Os poemas são sobre essa fragilidade, esse indizível amor insano, o poema é feito de excessos de ex sexos, o poema não é bonitinho, nem agradávelzinho nem acaricia a porra nenhuma d’alma de ninguém. o poema é feito para inquietar, para doer, para afinal matar. O poema é como quem ama e quem ama morre um pouco ou até mesmo muito. Porque só quem ama sabe do verdadeiro desconforto que é amar e viver assim tudo ao mesmo tempo. Escreve ou lê um poema que te destrua, só para que depois, no local das tuas próprias ruinas, consigas abrir um espaço, dentro de ti, onde respires um pouco mais leve e limpo.

for You


"when you left you took almost everything. I kneel in the nights before tigers that will not let me be. what you were will not happen again. the tigers have found me and i do not care."      Charles Bukowski

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

from an alien to another :)

"Eu costumava pensar que eu era a pessoa mais estranha do mundo, mas há tanta gente no mundo, deve haver alguém que também se sinta estranha e desadequada da mesma forma que eu me sinto. Eu imagino que essa pessoa deva estar lá fora pensando algo idêntico ao que eu penso também. Bem, espero que, se tu estiveres por aí a ler-me, saibas que sim, é verdade, eu estou aqui e sou tão estranha quanto tu pensas que és também." E talvez não sejamos assim tão estranhos um ao outro...

- tradução e adaptação minha dum texto do diário da Frida Kahlo essa maravilhosa alien

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Há Palavras que nos Beijam...


Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'