quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Woody Harrelson´s Thoughts From Within



"I sometimes feel like an alien creature for which there is no earthly explanation.
Sure I have human form, walking erect and opposing digits,
but my mind is upside down. I feel like a run-on sentence in a punctuation crazy world. and I see the world around me like a mad collective dream. An endless stream of people move like ants from the freeway, cell phones, pc's, and digital displays "In Money We Trust," we'll find happiness the prevailing attitude; like a genetically modified irradiated Big Mac
is somehow symbolic of food.
Morality is legislated
prisons over-populated
religion is incorporated
the profit-motive has permeated all activity
we pay our government to let us park on the street
And war is the biggest money-maker of all
we all know missile envy only comes from being small.
Politicians and prostitutes are comfortable together
I wonder if they talk about the strange change in the weather.
This government was founded by, of, and for the people
but everybody feels it like a giant open sore
they don't represent us anymore
And blaming the President for the country's woes is like yelling at a puppet for the way it sings.
Who's the man behind the curtain pulling the strings?
A billion people sitting watching their TV in the room that they call living
but as for me I see living as loving and since there is no loving room
I sit on the grass under a tree dreaming of the way things used to be
Pre-Industrial Revolution which of course is before the rivers and oceans, and skies were polluted, before Parkinson's, and mad cows
and all the convoluted cacophony of bad ideas
like skyscrapers, and tree paper, and earth rapers
like Monsanto and Dupont had their way
as they continue to today.
This was Pre-us
back when the buffalo roamed
and the Indian's home
was the forest, and God was nature
and heaven was here and now
Can you imagine clean water, food, and air
living in community with animals and people who care?
Do you dare to feel responsible for every dollar you lay down
are you going to make the rich man richer
or are you going to stand your ground
You say you want a revolution
a communal evolution
to be a part of the solution
maybe I'll be seeing you around."  

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

I'm on my way TO YOU...

"I'm slowly drifting to you
This star is a planet
I culinate
The beauty gets away from you
I'm on my way
I'm on
I'm on..."

 

Cuida do teu jardim, das tuas plantas, cuida dos outros, cuida de ti e acredita que às vezes uma pequena gentileza pode salvar uma vida. Olhar para e pelo o outro é olhar por Deus: é nesse Deus que acredito não no Deus de todas as Igrejas e Religiões, Deus e o Diabo afinal estão dentro de nós ou por debaixo das máscaras que usamos para nos proteger;  somos todos duma fragilidade tão grande, basta uns pequenos deslizes e caímos irremediáveis no abismo dos nossos Infernos privados. E é aí que mais precisamos de ser amados, compreendidos...olho em volta e no meio da con-fusão tudo me pede, tudo me grita para ser amado, compreendido...e o que não sabemos é que ajudamo-nos se ajudarmos os outros a encontrarem-se...A saída de Mim está no Outro, pq Eu sou o Outro e nele encontro Deus.  Se há alguma mensagem de Natal que vale a pena ser passada creio que é esta. Um feliz Natal para toda a gente...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Listen sister..it´s ok not to be ok, its ok if you cant fix your own pain and its not your fault, listen to the soul inside your skin, hold on because soon you´re gonna heal your wounds so don’t waste the grace of love my dear or else your soul may turn in to something cold and mean...dont let love rotten inside your blood until it turns out to be some kind of lethal poison inside your veins, your love was made to be given away  so don´t be afraid  :)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Para o Herberto

palavras relâmpagos de lucidez
numa violência de abismos
fome de beleza
o poeta pega no poema e hipnotiza-nos com a devastação da sua alma
da de beber ao sequioso leitor vazio
esse liquido fogo
que se vai insinuar
como uma droga
desenhando uma qualquer planta que através do poema se abre dentro de nós
como um nenúfar se desdobra em presença da agua
assim nós nos fazemos em presença do poeta
o leitor é co-criador daquilo que lê
é a sua verdade verbalizada por alguém antes dele
mas o livro é quem lê o leitor nu
no sobressalto de se descobrir inesperado nas páginas do livro
o livro donde sopra a palavra labareda que queima as sombras daquele que a lê
espécie de sentimento inteligível ou inteligência sensível que nos acaricia arrebatadamente
não há solidão possível quando se conversa assim tão profundamente com um bom livro nem sono que nos vença, o cansaço amanhã talvez mas hoje não quero nem vou interromper a leitura, hoje a minha vida depende do folego da escrita do Herberto Hélder, tremendo o poema, a matéria em desordem, julgava-me impossível, impronunciável e afinal eis-me tão bem descrita na sua escrita. Terrível o que não sai cá para fora do corpo para a boca da palavra e por isso fica a envenenar as células, o poeta opera o milagre de nos salvar através das suas palavras. Somos empurrados cá para fora pelas suas palavras. Somos muitos a morrer de sede nos desertos dos dias que nos impõem, mas há um oásis onde o a alma vem à tona dos dias para respirar musica e esse oásis é o poema. Obrigada poeta.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

"Dormes na minha insónia como o aroma entre os tendões
da madeira fria. És uma faca cravada na minha
vida secreta. E como estrelas
duplas
consanguíneas, luzimos de um para o outro
nas trevas."

Herberto Helder

Writers

 
 
 Hey Mr Bukowski not all the writers, you know there are happy proud writers too, prosperous writers, who sell well, and many of them aren't writers at all...except they don't know it, neither their public...:P

O encontro

São aquelas coisas sem importância: quando a mão esquecida sabe o caminho de casa até ti, o sentir-te na minha pele, o sabermo-nos de cor, o sorrirmos das mesmas coisas absolutamente idiotas e banais, um gesto que tu esboças e eu completo; então que importa não sabermos nada do mundo nem de nós quando nos adivinhamos um ao outro?... é provável que daqui a uns tempos tudo se revele como mais um lamentável equívoco, mas até lá não interessa essa futura derrocada, enquanto formos dando abrigo aos fantasmas um do outro, eles conhecem-nos tão bem, seremos as paredes, o tecto, com que nos protegemos das coisas que nos ferem e as janelas, com que nos olhamos para dentro, seremos autossuficientes na nossa pequena comunidade. Seremos, antes da entropia, o encontro.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Believe

I'm no Jesus but i'm close to Him, we talk all the while. I'm no Jesus but
He comforts me, we walk side by side. On the water we walk religiously. On the water we talk seriously. The pool is dirty but i'm feeling clean, love is the drug. I need a rush and then He comes to me, He gives me a hug (...) [Ain't no Jesus around here anymore, deserted the game. How come he didn't know that love was a whore? Hope to see him again.”

a verdade eventualmente chegaremos a ela, a verdade diz-se que é nua e crua, dispamo-nos portanto, revelemo-nos, deixemos cair as máscaras que usamos para nos proteger...ah as nossas belas interpretações da realidade...a verdade fazemo-la como aos alimentos, cozinhamo-la para melhor a digerir, mas a verdade lá tá, lá diz o ditado: quer-se nua e CRUA...só que somos gente civilizada, a comida crua não nos sabe a nada, precisamos de temperá-la, manipulá-la, adulterá-la para melhor se adequar ao nosso paladar requintado. E no meio de tanto tempero perdemos o essencial, o sabor das coisas, perdemo-nos...em pânico confrontados com a perda lembramo-nos de repente que ao nomearmos as coisas elas até podem voltar a existir não é verdade? nem que seja através do poder mágico da palavra...escrevemos, convocamos realidades, o distante torna-se perto, o impossível possível...ao pronunciar o teu nome eu trago-te até aqui, tu algures farás o mesmo comigo, sei que sim porque convenci-me disso e da minha importância na tua vida e a realidade é aquilo de que nos convencemos não é meu querido? no fundo somos todos erros de interpretação/percepção uns dos outros e passamos a vida a tentar convencer-nos uns aos outros de que a nossa interpretação é que é a correcta, a melhor, a mais verdadeira. às vezes somos bem sucedidos, há sempre alguém que cede por amor ou fraqueza e não será o amor uma fraqueza? Vence sempre quem menos ama, cede sempre quem mais ama? no nosso caso nenhum de nós amava o suficiente para se deixar con-vencer, no nosso caso não houve vencedores apenas vencidos com sorrisos cordiais a doer ao canto da boca ( ah as máscaras que usamos)  quando nos voltámos a encontrar o que nos dissemos foi um “olá" e um  fica bem" magoado...nenhum de nós voltou-se, nem sequer olhou para trás quanto mais ceder ao impulso de gesticular razões alto e bom som numa ultima inútil tentativa de nos demover, afinal do alto do nosso egoísmo orgulhoso somos gente civilizada não somos?...
“Why'd you want to sing about sad things?" Candy had asked him. "Because any fool can be happy," he'd said to her. "It takes a man with real heart" —he'd made a fist and laid it against his chest— "to make beauty out of the stuff that makes us weep.” ― Clive Barker, Days of Magic, Nights of War